segunda-feira, 24 de março de 2014
sábado, 22 de março de 2014
Grupo de ilustradores desenham casa de Aluísio de Azevedo em protesto
Do portal G1MA
Em
São Luís, um grupo de ilustradores passou a tarde de hoje desenhando o casarão
onde morou o escritor Aluísio Azevedo. Por meio da arte, eles fizeram um
protesto contra o abandono e a depredação de um prédio histórico.
No papel, o traço revela o descaso: vidros quebrados, azulejos corroídos, paredes desgastadas pelo tempo. Com pinceis e grafites, os ilustradores do grupo "Desenhadores Urbanos" documentaram o retrato de abandono do monumento.
Os estudantes e profissionais são da área de arquitetura, artes visuais e design. Eles se reúnem todo mês para desenhar a cidade de São Luís como uma maneira de documentar a arquitetura e história da cidade.
A
maior agressão contra o casarão e a memória do escritor foi a descoberta de que
o imóvel poderia virar um estacionamento. A denúncia sobre o caso surgiu na
rede social do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.
quinta-feira, 20 de março de 2014
Casarão de Aluísio Azevedo já foi quase todo demolido
Do site O Imparcial
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| Foto: De Jesus/ O Estado |
Casarão
de Aluísio Azevedo, localizado na Rua do Sol, está completamente destruído. Não
há teto e paredes podem desabar.
A
mobilização da população de São Luís, que buscava impedir a destruição de uma
parcela da história da cidade, não foi o suficiente para impedir que a casa
histórica onde morou o escritor Aluísio Azevedo se acabasse. A casa, que fica
localizada na Rua do Sol, já está completamente deteriorada, principalmente em
sua parte interna.
A
historiadora e presidente do IHGM, Telma Bonifácio, é taxativa ao afirmar que esse crime contra o patrimônio não pode
continuar e cobra das autoridades medidas firmes para que o local não vire
estacionamento.
A
presidente do Instituto ainda deixa claro que o Ministério Público e a
Delegacia do Meio Ambiente estão investigando o caso e que ainda não há um
parecer final porque o Icrim (Instituto de Criminalística) não finalizou o laudo
sobre a situação do imóvel.
“Enquanto
isso, estamos arregaçando as mangas e tentando chamar a atenção de toda a
sociedade. Ontem fizemos um abraço simbólico pelos arredores da casa de
Aluísio, com o intuito de sensibilizar toda a população de um modo geral, para
que, conosco, tome essa causa para si e juntos busquemos ações que possam ser
desenvolvidas no local, no âmbito cultural, como acervos de visitação ou quem
sabe um museu histórico”, desabafa a presidente.
Quem foi Aluísio Azevedo?
Natural
de São Luís, o escritor e também jornalista, nasceu no dia 14 de Abril de 1857
e morreu no dia 21 de Janeiro de 1913, na cidade de Buenos Aires – Argentina.
Autor de obras consagradas como O Mulato, Casa de Pensão, O Cortiço, entre outros.
Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.
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| Foto: De Jesus/O Estado |
domingo, 16 de março de 2014
Só homenagear não basta
Por Euges Lima (prof. de história e vice-presidente do IHGM)
"Casa
(em ruínas) de Aluísio Azevedo é vizinha da casa onde funciona a Fundação de
Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Luís (que está sendo reformada)"
Wagner Cabral (historiador e prof. da UFMA)![]() |
| Exposição na 7.ª FeliS |
A Fundação de Patrimônio Histórico e os órgãos
de cultura da Prefeitura de São Luís também precisam se manifestarem e cumprirem
com suas funções.
Na 7.ª Feira do Livro de São Luís, Felis
(2013), Aluísio Azevedo, foi um dos grandes homenageados pela passagem do
centenário de seu falecimento. Enquanto isso... Sua casa estava sendo
destruída e completamente abandonada.
sábado, 15 de março de 2014
Os sete hábitos de trabalho de Aluísio Azevedo
Do Blog Theoretical Something's
Por Eder Santana
Por Eder Santana
“Eu
me divirto com a mediocridade alheia”. (um nosso irmão)
“Ah,
meu filho, eu não nasci pra viver em cortiço”. (mamãe)
![]() |
| Aluísio Azevedo/Divulgação |
As
frases acima foram as que nos motivaram a ler o O Cortiço de Aluísio Azevedo.
Na edição deste livro que tem aqui em
casa, vão algumas considerações interessantes sobre o autor, dizendo inclusive,
que ele foi o primeiro brasileiro a viver unicamente da literatura. Achei muito
interessante um conterrâneo ser o primeiro a fazer algo, visto que nossa terra
(São Luís do Maranhão) tem fama de copiar e abrir barbearias uma do lado da
outra pra “fazer concorrência”. Porém, o fato deste escritor ter vivido no
século XIX fez com que não seja fácil obter informações cruciais do tipo “como
esse sujeito fazia pra conseguir sobreviver só escrevendo?”. Isto é o que nos
inspirou a [invent...|deletar] teorizar
Os sete hábitos de trabalho de Aluísio
Azevedo.
1.Acordar
cedo e escrever. Por se levantar às 4:30 da manhã, Aluísio tinha a casa em
total silêncio por pelo menos quatro horas. Além disso, isto fez com que ele
pudesse trabalhar todos os dias no horário em que estava mais bem disposto e
muito antes das obrigações triviais.
2.Trabalhar
em blocos de tempo. Enquanto escrevia Casa de Pensão, o autor percebeu que era
mais produtivo quando fazia pequenas pausas após alguns períodos de trabalho.
Por isso, ele se valia de uma ampulheta que o fazia levantar de 50 em 50
minutos para descansos de 10 minutos para fazer alguns alongamentos, comer umas
frutas, ir ao banheiro, etc. Ele afirma que esta é uma boa prática porque
distrações são inevitáveis, logo, o melhor a se fazer é definir uma ordem para
distração.
3.Água
sempre à mão enquanto trabalha. O senhor escritor de O Mulato fazia aquelas
rápidas meditações, para decidir a melhor forma de escrever alguma idéia,
ingerindo alguns goles d’água. Disse em uma carta à esposa que água o ajudava a
receber inspiração, além disso, evitava ter que levantar antes do horário de
descanso só para se hidratar.
4.Dois
projetos por vez, um por dia. Enquanto trabalhava em obras naturalistas, que
denominava artísticas, Azevedo também escrevia romances de folhetim comerciais
que ajudavam a manter as contas em dia. Ele sempre trabalhava em uma obra
artística e umacomercial ao mesmo tempo, no entanto, só escrevia para uma ou
outra por dia, para evitar se sentir sobrecarregado. Em um de seus diários vai
escrito “…como o atleta que num dia exercita os braços e no outro as pernas, eu
forço os meus bíceps naturalistas alternadamente com os gastrocnêmios
românticos. Enquanto um músculo trabalha, outro descansa e ambos se
desenvolvem…”
5.Ambidestria.
Passar horas e horas escrevendo não é fácil. Lesões nos punhos e ombros eram (e
ainda são) um mal comum entre os autores. Além disso, o escritor em questão se
recusava a “desperdiçar um membro útil” e treinou diariamente sua mão esquerda
para escrever tão bem e rapidamente quanto a esquerda.
6.Redação
bosquejada. Ele aprendeu a desenhar e pintar quando pequeno. E é por isso que
sua mesa de trabalho estava sempre cheia de ilustrações que fazia para serem
utilizadas como referências do que deveria descrever de cada cena. O desenho o
ajudava a não se sentir perdido e o impedia de ser prolixo.
7.Inspirar-se
lá fora. Seguindo os exemplos de Zola, que conviveu seis meses com os mineiros
mineradores para escrever Germinal, A2 ia toda sexta feira para os bares de
classe média e baixa “olhar o movimento“. Esta experiência com aqueles que
analisava deu tamanha veracidade a suas obras que as suas vizinhas malediziam:
”… eu é que não sei se Azevedo não andou se engatando nos toutiços das
lavadeiras de quem ele fala em seus “livros nojentos” (como o povo se referia
às obras naturalistas)”.
…
Artur, meu irmão, espero um dia que meus métodos sirvam de inspiração para
gerações futuras. Não para deixar testemunho de mim mesmo, mas para que
sobreviva a obra sobre o homem… (Aluísio Azevedo, em uma carta ao irmão mais
velho)
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