segunda-feira, 24 de março de 2014

GEÓGRAFO JOSIEL FERREIRA TOMARÁ POSSE NO IHGM



 
O geógrafo e diretor do IMESC, Josiel Ferreira, tomará posse no IHGM, na cadeira de n.º 49, patroneada por João da Mata de Moraes Rego. A solenidade será dia 28(sexta), no auditório do Curso de História da UEMA, às 19h.
 


 

sábado, 22 de março de 2014

Grupo de ilustradores desenham casa de Aluísio de Azevedo em protesto

Do portal G1MA

 
 

Em São Luís, um grupo de ilustradores passou a tarde de hoje desenhando o casarão onde morou o escritor Aluísio Azevedo. Por meio da arte, eles fizeram um protesto contra o abandono e a depredação de um prédio histórico.

No papel, o traço revela o descaso: vidros quebrados, azulejos corroídos, paredes desgastadas pelo tempo. Com pinceis e grafites, os ilustradores do grupo "Desenhadores Urbanos" documentaram o retrato de abandono do monumento.

Os estudantes e profissionais são da área de arquitetura, artes visuais e design. Eles se reúnem todo mês para desenhar a cidade de São Luís como uma maneira de documentar a arquitetura e história da cidade.

A maior agressão contra o casarão e a memória do escritor foi a descoberta de que o imóvel poderia virar um estacionamento. A denúncia sobre o caso surgiu na rede social do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Casarão de Aluísio Azevedo já foi quase todo demolido


Do site O  Imparcial


Foto: De Jesus/ O Estado
Casarão de Aluísio Azevedo, localizado na Rua do Sol, está completamente destruído. Não há teto e paredes podem desabar.
A mobilização da população de São Luís, que buscava impedir a destruição de uma parcela da história da cidade, não foi o suficiente para impedir que a casa histórica onde morou o escritor Aluísio Azevedo se acabasse. A casa, que fica localizada na Rua do Sol, já está completamente deteriorada, principalmente em sua parte interna.
A historiadora e presidente do IHGM, Telma Bonifácio, é taxativa ao afirmar que esse crime contra o patrimônio não pode continuar e cobra das autoridades medidas firmes para que o local não vire estacionamento.
A presidente do Instituto ainda deixa claro que o Ministério Público e a Delegacia do Meio Ambiente estão investigando o caso e que ainda não há um parecer final porque o Icrim (Instituto de Criminalística) não finalizou o laudo sobre a situação do imóvel.
“Enquanto isso, estamos arregaçando as mangas e tentando chamar a atenção de toda a sociedade. Ontem fizemos um abraço simbólico pelos arredores da casa de Aluísio, com o intuito de sensibilizar toda a população de um modo geral, para que, conosco, tome essa causa para si e juntos busquemos ações que possam ser desenvolvidas no local, no âmbito cultural, como acervos de visitação ou quem sabe um museu histórico”, desabafa a presidente.
Quem foi Aluísio Azevedo?
Natural de São Luís, o escritor e também jornalista, nasceu no dia 14 de Abril de 1857 e morreu no dia 21 de Janeiro de 1913, na cidade de Buenos Aires – Argentina. Autor de obras consagradas como O Mulato, Casa de Pensão, O Cortiço, entre outros. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Foto: De Jesus/O Estado

domingo, 16 de março de 2014

Só homenagear não basta


Por Euges Lima (prof. de história e vice-presidente do IHGM)

"Casa (em ruínas) de Aluísio Azevedo é vizinha da casa onde funciona a Fundação de Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Luís (que está sendo reformada)"
Wagner Cabral (historiador e prof. da UFMA)
 
Exposição na 7.ª FeliS
 A Fundação de Patrimônio Histórico e os órgãos de cultura da Prefeitura de São Luís também precisam se manifestarem e cumprirem com suas funções.
Na 7.ª Feira do Livro de São Luís, Felis (2013), Aluísio Azevedo, foi um dos grandes homenageados pela passagem do centenário de seu falecimento. Enquanto isso... Sua casa estava sendo destruída e completamente abandonada. 
Não basta só homenagear, é preciso preservar e restaurar o passado histórico de Aluísio e da cidade de São Luís para nós e principalmente para as gerações futuras que tem o direito de conhecer seu passado, sua história e memória.

sábado, 15 de março de 2014

Os sete hábitos de trabalho de Aluísio Azevedo

 Do Blog Theoretical Something's


Por Eder Santana 

“Eu me divirto com a mediocridade alheia”. (um nosso irmão)
“Ah, meu filho, eu não nasci pra viver em cortiço”. (mamãe)


Aluísio Azevedo/Divulgação
As frases acima foram as que nos motivaram a ler o O Cortiço de Aluísio Azevedo. Na  edição deste livro que tem aqui em casa, vão algumas considerações interessantes sobre o autor, dizendo inclusive, que ele foi o primeiro brasileiro a viver unicamente da literatura. Achei muito interessante um conterrâneo ser o primeiro a fazer algo, visto que nossa terra (São Luís do Maranhão) tem fama de copiar e abrir barbearias uma do lado da outra pra “fazer concorrência”. Porém, o fato deste escritor ter vivido no século XIX fez com que não seja fácil obter informações cruciais do tipo “como esse sujeito fazia pra conseguir sobreviver só escrevendo?”. Isto é o que nos inspirou a [invent...|deletar] teorizar  Os sete hábitos de trabalho de Aluísio  Azevedo.
1.Acordar cedo e escrever. Por se levantar às 4:30 da manhã, Aluísio tinha a casa em total silêncio por pelo menos quatro horas. Além disso, isto fez com que ele pudesse trabalhar todos os dias no horário em que estava mais bem disposto e muito antes das obrigações triviais.
2.Trabalhar em blocos de tempo. Enquanto escrevia Casa de Pensão, o autor percebeu que era mais produtivo quando fazia pequenas pausas após alguns períodos de trabalho. Por isso, ele se valia de uma ampulheta que o fazia levantar de 50 em 50 minutos para descansos de 10 minutos para fazer alguns alongamentos, comer umas frutas, ir ao banheiro, etc. Ele afirma que esta é uma boa prática porque distrações são inevitáveis, logo, o melhor a se fazer é definir uma ordem para distração.
3.Água sempre à mão enquanto trabalha. O senhor escritor de O Mulato fazia aquelas rápidas meditações, para decidir a melhor forma de escrever alguma idéia, ingerindo alguns goles d’água. Disse em uma carta à esposa que água o ajudava a receber inspiração, além disso, evitava ter que levantar antes do horário de descanso só para se hidratar.
4.Dois projetos por vez, um por dia. Enquanto trabalhava em obras naturalistas, que denominava artísticas, Azevedo também escrevia romances de folhetim comerciais que ajudavam a manter as contas em dia. Ele sempre trabalhava em uma obra artística e umacomercial ao mesmo tempo, no entanto, só escrevia para uma ou outra por dia, para evitar se sentir sobrecarregado. Em um de seus diários vai escrito “…como o atleta que num dia exercita os braços e no outro as pernas, eu forço os meus bíceps naturalistas alternadamente com os gastrocnêmios românticos. Enquanto um músculo trabalha, outro descansa e ambos se desenvolvem…”
5.Ambidestria. Passar horas e horas escrevendo não é fácil. Lesões nos punhos e ombros eram (e ainda são) um mal comum entre os autores. Além disso, o escritor em questão se recusava a “desperdiçar um membro útil” e treinou diariamente sua mão esquerda para escrever tão bem e rapidamente quanto a esquerda.
6.Redação bosquejada. Ele aprendeu a desenhar e pintar quando pequeno. E é por isso que sua mesa de trabalho estava sempre cheia de ilustrações que fazia para serem utilizadas como referências do que deveria descrever de cada cena. O desenho o ajudava a não se sentir perdido e o impedia de ser prolixo.
7.Inspirar-se lá fora. Seguindo os exemplos de Zola, que conviveu seis meses com os mineiros mineradores para escrever Germinal, A2 ia toda sexta feira para os bares de classe média e baixa “olhar o movimento“. Esta experiência com aqueles que analisava deu tamanha veracidade a suas obras que as suas vizinhas malediziam: ”… eu é que não sei se Azevedo não andou se engatando nos toutiços das lavadeiras de quem ele fala em seus “livros nojentos” (como o povo se referia às obras naturalistas)”.

… Artur, meu irmão, espero um dia que meus métodos sirvam de inspiração para gerações futuras. Não para deixar testemunho de mim mesmo, mas para que sobreviva a obra sobre o homem… (Aluísio Azevedo, em uma carta ao irmão mais velho)