quinta-feira, 30 de junho de 2016

Novos membros são eleitos para o IHGM




Jhonatan Almada com o presidente Euges Lima
São Luís – Na última Assembleia Geral, dia 28, às 18 horas, foram aprovados mais seis membros para integrar os quadros do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM). Sendo, três efetivos e três correspondentes. Para efetivos, foram aprovados os seguintes nomes:



Paulo Menezes

Jhonatan Almada, historiador e secretário da Secretaria de Tecnologia e Inovação do Maranhão (Secti ), Almada irá ocupar a cadeira n.º  23, patroneada por Luiz Antônio Vieira da Silva, historiador e senador do Império, autor do Clássico “História da Independência da Província do Maranhão(1872).

Paulo Menezes, historiador, professor e secretário de cultura de Colinas (MA), vai ocupar a Cátedra de nº 16, patroneada pelo Padre Frei Francisco de Nossa Senhora dos Prazeres, eminente missionário jesuíta e um dos primeiros historiadores a registrar a História do Maranhão. O padre é autor de várias obras, dentre as quais a Collecção de Etymologias Brasílicas (1846) e Poranduba Maranhense (1851).



Raimundo Costa


Raimundo Costa, historiador, professor e advogado. Graduou-se em história pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). É membro da Academia Grajauense de Letras. Irá ocupar a Cadeira de N.º 28, patroneada pelo médico e pesquisador Nina Rodrigues, considero o pai da medicina legal moderna no Brasil.







Correspondentes

Mary del Priore com o professor Euges Lima
A historiadora Mary del Priore, ex-professora da USP e pós-doutora pela École des hautes études em sciences  sociales, em Paris e autora de 45 livros sobre história. Recebeu mais de vinte prémios literários, entre nacionais e internacionais, é membro efetivo do IHGB e IHGRJ; o médico legista e pesquisador Luiz Fontes (SP), autor de vários livros e estudos, integrante da equipe da arqueóloga Valdirene Ambiel, que realizou a exumação dos restos mortais de D. Pedro I e Francisco Adolfo de Varnhagen e o professor Adilson Cezar, historiador, membro efetivo da Academia Paulista de História e presidente do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba (IHGGS).

O IHGM


prof. Adilson Cezar
Fundado em 1925 por uma plêiade de onze intelectuais, liderados por Antônio Lopes, Justo Jansen, Ribeiro do Amaral, entre outros, o IHGM é a mais antiga instituição científica do estado nas áreas de história, geografia e áreas afins, com caráter de cunho acadêmico, com foco em pesquisa, divulgação e preservação da memória e do patrimônio histórico maranhense. A instituição é hoje presidida pelo historiador e professor Euges Lima.





O médico Luiz Fontes


segunda-feira, 20 de junho de 2016

A Pedra da Memória


             Euges Lima*

                      
Recentemente, a limpeza e recuperação da “Pedra da Memória” por parte do poder público chamou a atenção da sociedade ludovicense para aquele monumento. Vários jornais e emissoras de TV fizeram matérias e reportagens, tentando recuperar sua importância.

Mas, afinal, qual é a história da Pedra da Memória? O monumento foi construído por membros do Exército para homenagear a Coroação do Imperador D. Pedro II, ocorrida em 18 de julho de 1841 no Rio de Janeiro. É um dos monumentos mais antigos de São Luís, projetado em 18 de agosto de 1841, pelo Tenente Coronel José Joaquim Rodrigues Lopes, do Imperial Corpo de Engenheiros, e concluído em 28 de julho de 1844.

O monumento foi preservado, está lá, imponente, intacto, em um dos semicírculos da Avenida Beira Mar, o fortim de São Damião, próximo às muralhas do Palácio dos Leões. Porém, nem sempre esta foi sua localização original. Inicialmente, ficava no chamado Campo de Ourique, área ocupada hoje pela Praça Deodoro, SESC, Liceu Maranhense e Ginásio Costa Rodrigues. Em 1943, com o loteamento desse largo, o escritor Joaquim Vieira da Luz, membro do IHGM, conseguiu transferi-lo para o atual local, com receio de sua destruição. Em 1950, nas administrações do governador Sebastião Archer e do prefeito Costa Rodrigues, o monumento passou por uma restauração. Em 2011, a Pedra voltou a ser restaurada.

A Sagração de D. Pedro II como Imperador do Brasil, na Capital do Império, foi marcada por grandes cerimônias e solenidades, com muita pompa e circunstância, digna das coroações das grandes monarquias europeias e que provavelmente, repercutiu em todas as províncias do Brasil.

Em São Luís, só depois de dois meses, chega a notícia da Coroação do Imperador e foi marcada aqui por três dias de festas e comemorações: 14, 15 e 16 de setembro de 1841. Houve a participação popular, dos membros da elite e das autoridades. Verdadeira festa cívica, comandada pelo presidente da província, João Antônio de Miranda, culminando com a criação de orfanato, lançamento de obras públicas e monumento.

Escrevendo para o Sr. Cândido José de Araújo Viana, Ministro e Secretário do Estado dos Negócios do Império, descreveu assim o lançamento da Pedra da Memória, o presidente da província: “Na tarde do dia 15 houve nova e magnífica parada no campo de Ourique, para onde ainda concorrerão as pessoas mais gradas da capital, e immenso povo, ahi tive a honra ainda de lançar a pedra fundamental para uma Pyramide, que a corporação Militar inaugurou á Sagração de S. M. o Imperador.” (JORNAL MARANHENSE,1841)”

Além do lançamento da então Pirâmide do Campo de Ourique, como parte dessas homenagens feitas no Maranhão à Coroação do Imperador, outras também foram realizadas, como é o caso do lançamento da obra do Cais da Sagração, no dia 14 de setembro, e a aprovação da lei pela Assembleia Provincial que cria a Casa dos Educandos Artífices. É no contexto dessas comemorações quarentistas que são lançados os fundamentos dessa Pirâmide. Embora, a maioria das comemorações à Coroação de D. Pedro II, no Maranhão, tenham se concentrado em São Luís, verificam-se também em outros lugares da província, sinais dessas homenagens, como é o caso da vila de Brejo, entre outros.


* Professor de história, historiador, secretário de cultura do Sinproesemma e presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM).
E-mail: eugeslima@gmail.com         


Novos sócios tomam posse no IHGM


São Luís – Nos últimos dias 10 e 11, tomaram posse no IHGM, nas Cadeiras 17 e 09, a professora da UEMA, Maria Goretti Cavalcante Carvalho, cujo patrono é o Frei Custódio Alves Serrão e o historiador, Antônio Guimarães. Eles foram eleitos para sócios efetivos do Instituto Histórico na Assembleia Geral no dia 16 de dezembro de 2015.


Professora Goretti
Autora de várias publicações, entre elas: O Projeto Educativo das Capuchinhas. Ed. Eduema: São Luís, 2012. Professora Goretti é Doutoranda em História, pela UNISINOS. Mestre em Educação e Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA-(2003). Professora Assistente II, 40 horas - Dedicação Exclusiva do Departamento de Educação e Filosofia, da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA; Membro do Colegiado de Física - UEMA.
Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação; Filosofia da Educação e Didática. Pesquisa sobre a Missão Capuchinha no Maranhão (Séculos XIX e XX) e sobre a História das Religiões e Religiosidades.
Historiador Antônio Guimarães

O escritor, professor e historiador, Antônio Guimarães de Oliveira, tomou posse no último dia 11, às 18h, na sede IHGM na cadeira de n. 09, patroneada por Bernardo Pereira de Berredo e Castro, autor de "Anais Históricos do Estado do Maranhão" (1749).


Guimarães é graduado em história pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), professor de história de Rede Pública estadual. Já foi agraciado com várias honrarias, entre elas, a medalha de mérito Simão Estácio da Silveira, a maior honraria do legislativo Municipal. É autor de inúmeros livros, cujos os mais recentes, são: São Luís: Memória e Tempo; São Luís em Cartões Postais e Álbuns de Lembranças e Pregoeiros & Casarões.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Professora da UEMA assumirá cadeira no IHGM



Profa. Goretti e Euges Lima
São Luís – Estará tomando posse hoje(10), à noite, no IHGM, na Cadeira de n.º 17, patroneada por Frei Custódio Alves Serrão, a professora da UEMA, Maria Goretti Cavalcante Carvalho. Ela foi eleita para sócia efetiva do Instituto Histórico na Assembleia Geral no dia 16 de dezembro de 2015, por indicação do professor José Augusto Silva Oliveira que fará na noite de hoje, a apresentação da empossando na solenidade de posse.

Autora de várias publicações, entre elas: O Projeto Educativo dos Capuchinhos. Ed. Eduema: São Luís, 2012. Professora Goretti é Doutoranda em História, pela UNISINOS. Mestre em Educação e Licenciada em Pedagogia pela Universidade Federal do Maranhão - UFMA-(2003). Professora Assistente II, 40 horas - Dedicação Exclusiva do Departamento de Educação e Filosofia, da Universidade Estadual do Maranhão - UEMA; Membro do Colegiado de Física - UEMA.

Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação; Filosofia da Educação e Didática. Pesquisa sobre a Missão Capuchinha no Maranhão (Séculos XIX e XX) e sobre a História das Religiões e Religiosidades.

A Solenidade de posse ocorrerá hoje, às 19h, no Auditório do Curso de Arquitetura da UEMA, Centro Histórico.



quinta-feira, 9 de junho de 2016

Sócia do IHGM realiza curso na Itália e recebe prêmios e homenagens




A Promotora de Justiça e escritora Ana Luiza Almeida Ferro, sócia efetiva do IHGM (Cadeira 36), participou do Curso intensivo Lotta al crimine organizzato (Combate ao Crime organizado), 3ª edição, com 60h, promovido pela Università degli Studi di Roma – Tor Vergata e pela International Experience, em Roma, Itália, no período de 2 a 12 de maio deste ano. O curso foi ministrado por renomados professores, historiadores, membros do Ministério Público (que lá são magistrados) e outros profissionais italianos ligados à luta contra o fenômeno mafioso e do terrorismo islâmico, a exemplo dos Professores Luigi Ferrajoli e Massimo Papa, do Dr. Maurizio de Lucia e da Dra. Marzia Sabella. Entre os temas objeto do curso estão "Combate ao crime organizado: a experiência italiana", História das organizações criminosas", "Pentitismo e delação premiada", "Aspectos jurídicos do terrorismo islâmico", "Mulheres e máfia: o papel da mulher na organização mafiosa", "Normativa acerca da lavagem de dinheiro", "O sistema penitenciário italiano", "O garantismo penal" e "Isis e a sociologia do terrorismo". Ana Luiza, titular da 14ª Promotoria de Justiça Criminal em São Luís e Doutora e Mestre em Ciências Penais pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é autora de duas obras de referência sobre o tema: Crime organizado e organizações criminosas mundiais (2009), sua tese de Doutorado, pela qual foi entrevistada no Programa do Jô, da Rede Globo, e Criminalidade organizada: comentários à Lei 12.850, de 02 de agosto de 2013 (2014), esta em parceria com os também Promotores de Justiça Flávio Cardoso Pereira (GO) e Gustavo dos Reis Gazzola (SP), ambos livros publicados pela Editora Juruá, de Curitiba.

Retornando ao Brasil, ela recebeu o Troféu Cecília Meireles, Categoria Especial, no dia 21 de maio, na décima oitava edição consecutiva da Festa "Mulheres Notáveis", na cidade de Itabira, Minas Gerais, terra de Carlos Drummond de Andrade. Antes, ela recebera o Troféu Melhores do Ano, categoria Melhores Poetas 2015/2016, oferecido pela Literarte, em parceria com a Prefeitura Municipal de Ouro Preto.

No dia 24 de maio, Ana Luiza foi homenageada em São Luís, na 1ª Feira do Livro do Autor e Editor Maranhense – FLAEMA, patroneada por Josué Montello, oportunidade em que também proferiu palestra sobre a vida e obra do historiador Mário Meireles, seu patrono na Academia Ludovicense de Letras – ALL, e participou de sessão de autógrafos dos livros Crime organizado e organizações criminosas mundiais, 1612: os papagaios amarelos na Ilha do Maranhão e a fundação de São Luís e Mário Meireles: historiador e poeta, de sua autoria, todos pela Editora Juruá, e do lançamento da obra Sem fronteiras pelo mundo... Without Borders Around the World...: coletânea literária internacional bilíngue, bilingual international literary anthology: verso, poetry (2016), contendo o seu poema “O náufrago VIII”, recentemente premiado em Blumenau-SC. 

Em 28 de maio, Ana Luiza recebeu o Troféu de Honra ao Mérito Cultural Cora Coralina, em “reconhecimento ao seu trabalho de enriquecimento à cultura lusófona”, em evento promovido pela Academia de Letras de Goiás Velho – ALG, no Salão do Hotel Augustus Plaza Inn, em Goiânia-GO. Na ocasião, também tomou posse como acadêmico correspondente dessa instituição cultural.

Ana Luiza é autora de 14 livros. Sua obra 1612: os papagaios amarelos na Ilha do Maranhão e a fundação de São Luís (Curitiba: Juruá), que tem uma versão europeia, foi duplamente distinguida em 2015, recebendo a Menção Honrosa do Prêmio Pedro Calmon do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e o Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil. Em 2014 fora premiado o seu livro de poesias Quando, pela Accademia Internazionale Il Convivio, da Itália.