segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Sócia do IHGM é incluída na Enciclopedia di Grandi Artisti




A Promotora de Justiça, escritora e membro do IHGM, Ana Luiza Almeida Ferro é um dos verbetes da recém-lançada Enciclopedia di Grandi Artisti: Portoghese/Italiano (p. 16), publicada, em edição bilíngue de luxo (2015), pela Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas, sediada no Estado do Rio de Janeiro. Entre os nomes que também aparecem como verbetes na enciclopédia citada estão Ariano Suassuna, Carlos Drummond de Andrade, Casimiro de Abreu, Castro Alves, Clarice Lispector, Dalton Trevisan, Dante Alighieri, Érico Veríssimo, Fernando Pessoa, Guimarães Rosa, João Ubaldo, José de Alencar, Leonardo da Vinci, Lya Luft, Machado de Assis, Michelangelo, Olavo Bilac, Paulo Coelho, Rachel de Queiroz, Tarsila do Amaral e Vinícius de Moraes. A jurista maranhense também foi agraciada com a Comenda Comemorativa Leonardo da Vinci, em reconhecimento aos “seus atos meritórios de ideais cívicos, culturais e sociais”. Em 2014 Ana Luiza lograra o segundo lugar no Premio “Poesia, Prosa ed Arti figurative”, Sezione Stranieri, categoria “Libro edito in portughese”, promovido pela Accademia Internazionale Il Convivio, da Itália (Sicília), pelo seu livro “Quando” (São Paulo: Scortecci).
 

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Francesa, Portuguesa...Ou Fenícia ?




Leopoldo Gil Dulcio Vaz
Prof. de Ed. Física, Mes. em Ciência da Informação e membro do IHGM.

 
Arqueologia (do grego, « arqué », antigo ou poder, e « logos », discurso depois estudo, ciência) é a disciplina científica que estuda as culturas e os modos de vida do passado a partir da análise de vestígios materiais, relacionada fundamentalmente à pré-história e às civilizações da antiguidade, embora mais recentemente a metodologia arqueológica vem se aplicando a etapas mais recentes, como a Idade Média ou o período industrial. Na atualidade, os arqueólogos dedicam-se cada vez mais a fases tardias da evolução humana, como a arqueologia industrial [1].
Pedro II foi um dos grandes incentivadores da ciência no Brasil, custeando expedições ao interior e ao litoral brasileiro, utilizando o então Museu Imperial – agora Museu Nacional – como ponto de partida para as expedições e visando encontrar potenciais de inúmeras áreas: Botânica, Zoologia, Arqueologia, Geologia entre outras Devido a essa fase de incentivos a pesquisa arqueológica que no momento tinha uma grande ação de amadores em busca de cidades perdidas, chamada de período “Dos primeiros arqueólogos brasileiros à busca das cidades perdidas”.
A criação do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (IHGB) também é desse período e enfatiza a consolidação nacional e criação de uma identidade nacional. Em 1863 tivemos a fundação de um Instituto Histórico e Geográfico, aqui no Maranhão, mas que não foi adiante; no ano de 1918, por influencia do IHGB tivemos uma (re)fundação do IHGM, pelo dr. Simões da Silva; e em 1925 é fundado o atual Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM –, por Antonio Lopes da Cunha [2].
Borralho (2011) [3] considera haver uma relação dos fundadores do IHG e a geração fundadora da Oficina dos Novos, tais como Antonio Lopes da Cunha, Arias Cruz, José Eduardo de Abranches Moura, Barros e Vasconcelos, Domingos de Castro Perdigão, José Domingues da Silva, José Ferreira Gomes, José Pedro Ribeiro, Justo Jansen Ferreira, José Ribeiro do Amaral, Wilson Soares. Muito mais presentificada e personificada na relação dos sócios efetivos, como em Antonio Lopes Dias, Carlota Carvalho, Manuel Francisco Fran Paxeco, Raimundo Lopes da Cunha, Virgilio Domingues, Domingos Américo de Carvalho. Todos eles eram signatários da idéia de perpetuação das tradições do Estado, proclamada primeiro pela Oficina dos Novos, depois Academia Maranhense de Letras, Faculdade de Direito, Sociedade Musical Maranhense e finalmente, Instituto de História e Geografia que na sua renovada formação, em 1951, passaria a se chamar Instituto Histórico e Geográfico Maranhense.

 ARQUEOLOGIA MARANHENSE [4]

Embora haja quem coloque que no Maranhão os estudos arqueológicos ainda não despertaram interesse (BANDEIRA, 2002) [5], a criação do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, naquele ano de 1925 demonstra que havia, sim, interesse no desenvolvimento dessa ciência:
Artigo 1 – Fica fundada nesta cidade de São Luiz uma associação scientifica para o estudo e difusão do conhecimento da história, geografia, ethnographia, ethnologia, archeologia, especialmente do Maranhão, e incremento à comemoração dos vultos e factos notáveis do seu passado e a conservação dos seus monumentos. Estatuto do Instituto, in Revista do IHGM, no. 1, 1926, julho-setembro, p. 61.

Bandeira (2002) [6] coloca ainda:

Tal constatação é atribuída à falta de instituições que promovam estudos e pesquisas sobre a história das populações que aqui habitaram o período anterior à chegada dos colonizadores, casada com a omissão dos órgãos competentes em todas as esferas governamentais […]
A constituição em 2002 do “Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão” [7] é outra resposta a essas afirmações, já no período das pesquisas universitárias, ressaltando-se que esta instituição colocou à disposição do grande público uma cartilha – “Arqueologia do Maranhão” -, com textos explicativos sobre o período pré-colonial maranhense (arte rupestre nos abrigos sob rocha, os sambaquis, as estearias, as populações de horticultores e ceramistas, as nações indígenas encontradas pelos colonizadores) e o metódico trabalho do arqueólogo.
Bandeira (2006) [8] refere-se às primeiras produções de conhecimento sobre a pré-história maranhense praticada por pessoas interessadas, pertencentes a profissões diversas, mas sem formação científica especializada, destacam-se nesse momento as publicações de Raimundo Lopes: Civilização lacustre do Brasil (1924) e O Torrão Maranhense (1970); de José Silvestre Fernandes (1950), Os Sambaquis do Nordeste[9] e Olavo Correia Lima (1970), Pré-História Maranhense[10]. Coincidem com o período em que Prous (1992) classifica como intermediário (1910-1950) [11].
[2] LOPES DA CUNHA, Antônio. Instituto histórico. In ESTUDOS DIVERSOS. São Luís: SIOGE, 1973.
[3] BORRALHO, José Henrique de Paula. Instituto De História E Geografia Do Maranhão (IHGM): Patrimônio, Memória E História Como Princípios De Perpetuação Da Imagem De Um Maranhão Grandioso. IN PATRIMÔNIO E MEMÓRIA, UNESP – FCLAs – CEDAP, v.7, n.1, p. 19-37, jun. 2011
[4] LOPES, R. O TORRÃO MARANHENSE. Rio de Janeiro: Typ. Do Jornal do Commercio, 1916
LOPES, R. CONFERÊNCIA – CIVILIZAÇÃO LACUSTRE DO BRASIL, 1923
LOPES, R. BOLETIM DO MUSEU NACIONAL (Vol. 1 N.º 2. Janeiro de 1924
LOPES, R. O JORNAL DE 27 DE NOVEMBRO DE 1927
LOPES, R UMA REGIÃO TROPICAL. Rio de Janeiro: Fon-Fon e Seleta, 1970
LOPES, R. ANTROPOGEOGRAFIA. Rio de Janeiro: Museu Nacional, 1956.
LOPES, A. UM ACHADO ARCHEOLOGICO – Revista do IHGM, n. 1, 1926
LOPES, A. AS COLLEÇÕES DO INSTITUTO – Revista do IHGM, n. 1, 1926
LOPES, A. MUSEU DO INSTITUTO – 1939; Revista do IHGM, n. 2, 1948; 1952
CARVALHO, J. B. de. NOTA SOBRE A ARQUEOLOGIA DA ILHA DE SÃO LUÍS, publicado em 1956
FIALHO, O. A CASA DA PEDRA. Revista IHGM, 1956.
CORREIA LIMA, O. Província Espeleológica do Maranhão.  Revista Ano LIX, n 10, São Luís, 1985, p. 62-70.
CORREIA LIMA, O.; AROSO, O. C. L. Ameríndios maranhenses. Ano LIX, n. 08, março de 1985 38-54
CORREIA LIMA, O. Homo Sapiens stearensis – Antropologia Maranhense Ano LIX, n. 9, junho de 1985 33-43
CORREIA LIMA, Olavo. Cultura Rupestre Maranhense. Revista Ano LX, n. 11-São Luís, 1986, p. 7-12.
CORREIA LIMA, O. Parque Nacional de Guaxenduba ano LX, n. 12, 1986 ? 21-36
CORREIA LIMA, O. No país dos Timbiras Ano LXI, n. 13, dezembro de 1987 82-91
CORREIA LIMA, Olavo; AROSO, Olair Correia Lima (1989). Pré-História Maranhense. SIOGE São Luís-MA.
CORREIA LIMA, O. Mário Simões e a arqueologia maranhense Ano LXII, n. 14, março de 1991 23-31
COELHO NETO, E. “Antropologia e Sociologia” em 1987
[5] BANDEIRA, Arkley Marques. Os registros rupestres no Estado do Maranhão, Brasil, uma abordagem bibliográfica. In http://www.naya.org.ar/congreso2002/ponencias/arkley_marques_bandeira.htm
ver também: http://www.naya.org.ar/ – NAYA.ORG.AR – Noticias de Antropología y Arqueología
[6]http://www.naya.org.ar/congreso2002/ponencias/arkley_marques_bandeira.htm
[7] Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão fica na Rua do Giz, 59 – Praia Grande. Centro Histórico de São Luís-MA; as visitas podem ser feitas de 2a a 6a das 8 às 12e das 14 às 18 hs; agendamento pelo tel: 98 3218-9906
[8] BANDEIRA, Arkley Marques. POVOAMENTO PRÉ-HISTÓRICO DA ILHA DE SÃO LUÍS-MARANHÃO: SÍNTESE DOS DADOS ARQUEOLÓGICOS E HIPÓTESES PARA COMPREENSÃO DESSA PROBLEMÁTICA. Anais do V encontro do Núcleo Regional Sul da Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB/Sul. De 20 a 23 de novembro de 2006, na cidade de Rio Grande, RS. http://www.anchietano.unisinos.br/sabsul/V%20-%20SABSul/comunicacoes/59.pdf
[9] Consultor Técnico do Diretório Regional de Geografia, José Silvestre Fernandes, que em 1950 publicou no artigo Os Sambaquis do Nordeste a descrição de três sítios nas localidades de Areia Branca, Ilha das Moças e Mocambo, no município de Cururupu, litoral ocidental do Maranhão, cujo material arqueológico coletado foi enviando ao Museu Nacional, no Rio de Janeiro. In BANDEIRA, Arkley Marques. A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM ARQUEOLOGIA: hipóteses sobre o povoamento pré-colonial na Ilha de São Luís a partir das campanhas arqueológicas de Mário Ferreira Simões. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, volume 03, p. 18-36 25
[10]  Interessante síntese sobre os sambaquis do Maranhão foi elaborada pelo médico e antropólogo Olavo Correia Lima, que em meados de 1970, iniciou atividades arqueológicas em diversos pontos do Estado. Suas pesquisas acerca dos registros arqueológicos da região resultaram na publicação em 1989 do primeiro livro do gênero no Estado, Pré-História Maranhense. Lima trabalhou em colaboração com Mário Simões e outros pesquisadores do Museu Emílio Goeldi do Pará, no projeto São Luís (LIMA, 1991), realizado em 1971. In BANDEIRA, Arkley Marques. A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM ARQUEOLOGIA: hipóteses sobre o povoamento pré-colonial na Ilha de São Luís a partir das campanhas arqueológicas de Mário Ferreira Simões. Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 1808-8031, volume 03, p. 18-36 25
[11] PROUS, André (1992). Arqueologia Brasileira. UNB, Brasília-DF.

 
Fonte: ww.blogsoestado.com/leopoldovaz/2015/09/page/2/

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Historiadora lança livro sobre a História da Medicina em São Luís



São Luís – No último dia 31 de agosto, às 19h, no Conselho Regional de Medicina, Renascença, ocorreu o lançamento do livro História da Medicina em São Luís: médicos, enfermidades e instituições da historiadora Maria de Lourdes Lauande Lacroix, que este ano será a patrona da 9.ª Felis. A abertura do evento ficou a cargo de um dos coordenadores, o professor Dr. Aymoré Alvim, professor aposentado do Curso de Medicina da UFMA, diretor do IHGM e membro de várias entidades ligadas à medicina. Estavam compondo a mesa de abertura: o Presidente da Alumar, Nilson Ferraz, o Presidente do IHGM, professor Euges Lima; o Capitão dos Portos, Marcos Tadashi; o Presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar; o Presidente da Academia Maranhense de Medicina, José Márcio Leite; o Presidente do Conselho Regional de Medicina, Abdon Murad; o Presidente da Academia Maranhense de História da Medicina e a historiadora Maria de Lourdes Lauande Lacroix.
O livro é resultado de cinco anos de pesquisas e está dividido em oito capítulos, “Doenças e práticas de cura na época Colonial”, “Epidemias e endemias”, “Hospitais públicos e privados”, “Médicos do século XIX”, “Jovens médicos e novos procedimentos”, “A expansão das especialidades no século XX”, “O ensino superior da medicina em São Luís”, “Do sacerdócio ao mercado”. Em entrevista concedida a Sessão do Alternativo do O Estado do Maranhão, Lacroix fala sobre seu livro, que tem Coordenação Editorial de Flávio Reis e Projeto Gráfico de Nazareno Almeida e Flávio Reis.
O Estado - Suas últimas pesquisas são sobre a cidade de São Luís. Por que um novo tema?
Maria de Lourdes Lacroix - Continuo estudando a cidade, em outro viés, enfoque circunstancial, como ocorreu em outros trabalhos. O médico coordenador de um Congresso Brasileiro de História da Medicina que iria acontecer em São Luís, em 2012, sugeriu que eu fizesse uma palestra sobre a história da medicina local. Aceitei o desafio, embora “nunca por mares antes navegados”.
O Estado – Qual o enfoque do livro?
Maria de Lourdes Lacroix - Não é uma pesquisa detalhada sobre a questão da saúde, sobre o funcionamento dos hospitais ou o procedimento técnico dos médicos. É um levantamento histórico, mostrando o que foi criado, as instituições e respectivas expansões, as doenças, o ensino local da medicina, seus avanços, entre outros registros.
O Estado - Como a senhora planejou o trabalho?
Maria de Lourdes Lacroix - Comecei pelos primórdios, pelos séculos XVII e XVIII. A época da ausência de médicos e cujas soluções buscadas por nativos, colonos e africanos combinavam práticas empíricas usando vegetais, animais e minerais, associados ao apelo sobrenatural. A população era assistida por jesuítas, curandeiros, curiosos, ervateiros e velhas parteiras. Acompanhei o barbeiro cirurgião, antigos físicos e cirurgiões até as primeiras escolas europeias de medicina, em ininterrupto progresso. No século XIX, observei a atuação de maranhenses de volta da Europa, Rio e Bahia, doutores de outras províncias, portugueses, franceses e ingleses, todos, médicos generalistas, levando suas caixas de botica com medicamentos de urgência para fazer cirurgias, sem anestesia. Médicos que dedicavam parte de seu tempo ao trabalho gratuito em hospitais e filantrópico aos desvalidos, auxiliados pelas irmandades. Aos poucos, as boticas foram substituídas pelas casas de manipulação ou farmácias.
O Estado – E quais as novidades do século XX?
Maria de Lourdes Lacroix - É o século da medicina liberal, do predomínio do médico e das especialidades. Nas primeiras décadas, os jovens clínicos gerais assumiram novos procedimentos com a novidade de alguns aparelhos facilitadores do diagnóstico. Achei por bem ressaltar algumas figuras de muita competência e humanidade, percorrendo a cidade, com suas maletinhas a assistir os doentes, a domicílio ou consultando em salas contíguas às farmácias. Só na década de 1930 chegaram especialistas com seus consultórios, fase em que a demanda compeliu à organização de outros hospitais e clínicas especializadas.
O Estado - A senhora reservou um espaço para ensino da medicina no Maranhão?
Maria de Lourdes Lacroix - Claro. O ensino da medicina em nosso estado foi bastante retardado. Um decreto de abril de 1813 previu a organização de academias médico-cirúrgicas na Bahia, no Rio de Janeiro e no Maranhão, porém somente em 1957, a Igreja Católica fundou a Faculdade de Ciências Médicas do Maranhão. Em 1966, a Faculdade foi incorporada à Fundação Universidade do Maranhão, tomando nova nomenclatura (UFMA), em 1972.
O Estado - E os problemas?
Maria de Lourdes Lacroix - Nem a expansão do ensino nem a criação de mais hospitais e clínica representaram um ótimo atendimento à clientela. O déficit de leitos e consultórios não atende à população crescida desordenadamente, a tecnologia abriu um abismo entre o médico e o paciente, não há um tratamento humanizado e de boa qualidade pelas próprias circunstâncias adversas também ao próprio médico. Percebemos a profunda modificação nas condições em que se desenvolve a prática da medicina em São Luís.
O Estado - A senhora é a patrona da Feira do Livro de São Luís este ano. Como se sentiu com a homenagem?
Maria de Lourdes Lacroix – Muito feliz, honrada pela homenagem que atribuo à mulher, a professora e à História.
 
 
 

 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

IHGM realiza homenagem ao Dia Nacional do Historiador


São Luís – No último dia 19, para homenagear os historiadores maranhenses e seu Dia Nacional, o IHGM realizou a palestra: "Cadê os portugueses que estavam aqui? Imigração lusa para o Maranhão na segunda metade do século XIX" que foi ministrada pelo professor assistente da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Marcelo Magalhães.
Participaram da mesa de abertura o sr. Abraão Freitas, presidente das comunidades luso-brasileiras/MA); Eneida Vieira da Silva, decana do IHGM e professora aposentada da UFMA; Maria de Lourdes Lacroix (Historiadora); Euges Lima, presidente do IHGM; professor Marcelo Magalhães, palestrante e o Capitão dos Portos do Maranhão, Marcos Tadashi.
O presidente Euges Lima, em nome dos sócios do IHGM, parabenizou todos os historiadores, deu as boas-vindas aos convidados, participantes e fez uma breve fala sobre o Dia Nacional do Historiador, destacando sua origem e importância para a sociedade brasileira, em seguida, passou a palavra aos demais membros da mesa, que fizeram suas respectivas falas e saudações.
O palestrante e a palestra
Magalhães é Mestre pela Universidade estadual do Ceará e é doutorando no programa de pós-graduação da Universidade de Lisboa. Segundo o pesquisador, o tema da imigração lusa no Maranhão é pouco explorado pela historiografia maranhense e ainda carece de muitas explicações. Por que a comunidade lusa que foi tão influente no Estado, desde sua origem e principalmente, durante o século XIX, perdeu influência ao longo dos tempos e praticamente parece inexistir na atualidade. Por que essa descontinuidade? Indaga o historiador. Magalhães, destacou ainda que o perfil do português do século XIX, do ponto de vista profissional, era muito variado, ocupando diversas profissões e ocupações, indo para além do clichê do comerciante e caixeiro, embora a presença portuguesa no comércio maranhense do século XIX, fosse algo bastante significativo.
Para o presidente Euges Lima, essa temática “é interessante e original, por isso, convidamos o professor Marcelo para ser o palestrante na homenagem que o Instituto organizou para o Dia Nacional do Historiador”.
Um Dia Nacional para o Historiador
O dia 19 de agosto foi escolhido em homenagem ao nascimento de Joaquim Nabuco – 19/08/1849. Nabuco foi diplomata, poeta, orador e memorialista durante o Império, embora, nascido em família escravocrata, se opôs à escravidão. Abaixo um trecho da lei:
A LEI Nº 12.130, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009
Institui o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.
O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Historiador, a ser celebrado anualmente no dia 19 de agosto.
Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Estiveram presentes na homenagem ao Dia Nacional do Historiador realizada pelo IHGM, vários sócios, convidados, professores, historiadores, estudantes, autoridades e representantes de entidades culturais, como a sra. Ieldina Souza, representando do Centro de Criativa Odylo Costa Filho; Capitão Marcos Tadashi, Capitão dos Portos do Maranhão e Caroline Ramos, Diretora do Museu Histórico e Artístico do Estado Maranhão.

 


 
 

 
 

 

Importância do Historiador é discutida na Rádio Timbira



São Luís - Pela manhã, às 11h, no Dia Nacional do Historiador, 19 de agosto, o programa de Rádio, Timbira Debate, apresentado pelo jornalista Marcus Saldanha, fez um especial sobre a importância do historiador na sociedade. Foram entrevistados, o presidente do IHGM, professor Euges Lima e o professor mestre da Universidade do Estado Rio Grande do Norte, Marcelo Magalhães que no mesmo dia, à tarde, às 17h, ministrou palestra organizada pelo Instituto Histórico, no Auditório Ribamar Seguins, com o tema: "Cadê os portugueses que estavam aqui? Imigração lusa para o Maranhão no século XIX."