Patronos


CLAUDE D’ABBVILLE (CADEIRA N.º 01)

Padre Capuchinho, nasceu em Abbeville, França, na segunda metade do século XV. Recebeu o nome de Firminno Foullon, era de família muito religiosa, tendo também dois irmãos seus, Marçal e Cláudia, seguido a vida religiosa em conventos distintos. Veio ao Maranhão, integrando a expedição de La Ravardière, em 1612, e por aqui ficou apenas quatro meses que, no entanto, renderam-lhe o equivalente a pródigos anos, e o fizeram interpretar, com uma argúcia singular, os primórdios da Geografia e Etnografia do Maranhão, através da sua obra, História da missão dos padres capuchinhos na ilha do Maranhão e suas circunvizinhanças, lançada em Paris em 1614 e traduzida no Brasil por Dr. Cezar Augusto Marques em 1874. A narrativa de D’Abbeville inclui diálogos entre os personagens tanto em discurso direto quanto indireto. Abrange não só os episódios mais significativos da permanência dos franceses no Maranhão, a exemplo da edificação da cidade de São Luís, como também das interfaces do cotidiano dos índios. Segundo registros, ao chegar à Ilha de Maranhão o Pe. D’Abbeville tinha por volta de 40 anos, tendo sido ordenado em 1593. Portanto, dezenove anos antes, o que indica vasta experiência sacerdotal à época. Faleceu na cidade de Ruão, em 1621.

YVES D’EVREUX (CADEIRA N.º 02)

Padre Capuchinho, nasceu em 1577, em Normanville, perto de Evreux na Normandia; chamava-se Simon Michelet. Religioso e entomólogo francês, participou da Comissão Francesa que veio estabelecer a França Equinocial. Faleceu em 1632. Sua obra foi Voyage dans le nord Du Brésil (1615) - Viagem no norte do Brasil.

DIOGO DE CAMPOS MORENO (CADEIRA N.º 03)

Nasceu em Tanger, em 1566, servindo no Brasil nos cargos de Capitão e Sargento-Mor. Comandou com Jerônimo de Albuquerque as operações contra os Franceses, em 1614, no Maranhão. Escreveu “Jornada Milagrosa – plano de expulsão dos Frances do Maranhão – 1615”; é-lhe atribuída a autoria de “Razão do Estado do Brasil no Governo do Norte 1612/1613”. Faleceu em Portugal, em 1616.

SIMÃO ESTÁCIO DA SILVEIRA (CADEIRA N.º 04)

Capitão de navio; procurador das coisas do Maranhão. Nasceu em Portugal. É autor da “Relação sumária das coisas do Maranhão”.

Pe. LUÍS FIGUEIRA (CADEIRA N.º 05)

Companheiro de viagem do Pe. Francisco Pinto, quando de suas vindas ao Maranhão para a catequese. Consegue chegar aoMaranhão em 1622, para instituir a Missão Jesuítica no Maranhão, fixando-se em Vinhais (Aldeia da Doutrina).

Pe. ANTONIO VIEIRA (CADEIRA N.º 06)

06/02/1608 - Lisboa, Portugal
18 /07 /1697 - Salvador (BA)


O padre Vieira foi um grande e produtivo escritor do barroco em língua portuguesa. Escreveu 200 sermões - entre os quais pode-se destacar o "Sermão da Sexagésima" -, cerca de 500 cartas e profecias que reuniu no livro "Chave dos Profetas", que nunca acabou.
A família Vieira veio para o Brasil e fixou residência em Salvador, na Bahia, quando Antonio tinha seis anos. Seu pai era funcionário do império português. Aos 15 anos, ingressou na Companhia de Jesus.
Formou-se noviço em 1626, e além de teologia estudou lógica, física, metafísica, matemática e economia. Lecionou humanidades e retórica em Olinda e em 1634 foi ordenado sacerdote, na Bahia.
Aos 33 anos, voltou a Portugal com uma comissão de apoio ao novo rei Dom João 4o. Nessa época Portugal passava pela guerra da Restauração da Coroa contra a Espanha. Existiam ainda conflitos contra a Holanda, França e Inglaterra.
Em 1643, Vieria foi designado pelo rei Dom João 4o para negociar a reconquista das colônias. Suas propostas eram conciliar Portugal e Holanda, entregando a província de Pernambuco aos holandeses a título de indenização; reunir em Portugal os cristãos-novos, isto é, os judeus que estavam espalhados pela Europa, e protegê-los da inquisição. Em troca os judeus investiriam nos empreendimentos do Império Português.
Consideradas absurdas, suas idéias foram rejeitadas e Vieira retornou ao Brasil estabelecendo-se ao norte do Maranhão. Os dois primeiros volumes dos "Sermões" foram publicados em Madri em 1644, mas a edição estava tão ruim que Vieira não a reconheceu como legítima.
Em 1661, Padre Vieira foi obrigado a deixar o Maranhão, pressionado pelos senhores de escravos que não concordavam com suas posições contrárias à escravidão indígena. Voltou para Lisboa onde foi condenado pela inquisição em virtude de seus manuscritos "heréticos": "Quinto Império"; "História do Futuro" e "Chave dos Profetas". De 1665 a 1667 ficou preso em Coimbra.
Em 1669 foi anistiado e seguiu para Roma onde ficou até 1676 sob a proteção da Rainha Cristina da Suécia. Dez anos depois foi publicado oficialmente o primeiro volume dos "Sermões", em Lisboa. Em 1681 voltou ao Brasil onde passou a dedicar-se à literatura. Padre Antonio Vieira morreu aos 89 anos, na Bahia.


(Extraído do site: http://educacao.uol.com.br/biografias/antonio-vieira.jhtm)

 JOÃO DE SOUSA FERREIRA (CADEIRA N.º 07)

Nasceu em Vila de Bastos/Portugal, pertencia à ordem de São Pedro.

Pe.  JOÃO FELIPE BETTENDORF (CADEIRA N.º 08)

Jesuíta, nasceu na Província Galo-Belga, atual Luxemburgo 25/08/1625 + Belém PA 05/08/1698. Graduou-se em Artes na U. de Tréveris 1644;Ingressa na Companhia de Jesus, em 1647, embarcando em 1660 para as missões jesuíticas do Maranhão e Pará, onde desempenha o cargo de reitor e superior da Missão. Escreve, em 1698, a Crônica da Missão dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão, na qual relata suas memórias e cita documenta suas obras.

BERNARDO PEREIRA DE BERREDO E CASTRO (CADEIRA n.º 09)

Historiador e administrador colonial português. (?)-Lisboa 1748. Militar português, fidalgo da Casa Real, Governador e Capitão-General do Maranhão, de 1718 a 1722. Autor de Annaes Históricos do Estado do Maranhão, 1749. O capitão de cavalos Bernardo Pereira de Berredo e Castro" achou-se na batalha d' Almenara", durante a Guerra da Sucessão Espanhola. O Estado do Maranhão foi seu primeiro destino na administração ultramarina. Depois de quatro anos no governo em São Luís e de mais algum tempo necessário à conclusão dos Anais históricos do Estado do Maranhão, retornou a Portugal. Encerrou a carreira na praça africana de Mazagão.

Pe. JOSÉ XAVIER DE MORAES DA FONSECA PINTO (CADEIRA N.º 10)

Nasceu em Lisboa 01/12/1708. Sua entrada na Companhia de Jesus foi feita em março de 1727, chegando ao Maranhão em 1730, ordenando-se padre em 1744. Pregador, teólogo e cronista da Companhia de Jesus. No Maranhão, onde trabalhou como missionário e como Teólogo de El-Rei examinando a legitimidade dos cativeiros. Quando foi deportado, em março de 1759, já havia sido nomeado Cronista da Vice-Província do Maranhão e Pará; esta História havia sido escrita como parte das comemorações pela elevação da Vice-Província a Província – fato que não chegou a ocorrer em virtude da expulsão dos jesuítas. Já em Portugal, foi aprisionado em locais não identificados e, em 1777, já havia voltado a usar seu nome de família completo: José Xavier de Morais da Fonseca Pinto.


SEBASTIÃO GOMES DA SILVA BELFORT (CADEIRA N.º 11)

Brigadeiro e Comendador. Nascido em São Luís em 03/08/1781, e batizado na Freguesia de Nossa Senhora da Ribeira do Itapicurú, na Fazenda de seu pai, em 3 de Agosto de 1781. Falecido em 31/07/1825, vítima do naufrágio do navio “Providência”, em Coroa Grande, procedente do Rio de Janeiro. Coronel efetivo do Regimento de Milícias da Ribeira do Itapicurú no Maranhão, reformado no posto de Brigadeiro por Mercê de 31-1-1818 e Carta Patente de 19-2-1818. Teve participação ativa na Guerra dos Três Bes. Autor do “Roteiro e mapa da viagem da cidade de São Luis do Maranhão até a cidade do Rio de Janeiro’, 1819.

2 comentários:

  1. Gostaria de saber o nome dos patronos da outras cadeiras.

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  2. Cadê as informações referentes a Enes de Souza ?!

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