segunda-feira, 25 de março de 2013

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

 

No uso de minhas atribuições legais e conforme o Artigo 19 do Estatuto convoco todos os associados dessa entidade, para a ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA, que será realizada no dia 27 de março de 2013 (quarta-feira), com primeira convocação às 17 horas e, em segunda e última convocação, às 17 horas e 30 minutos para apreciação da seguinte pauta:

1 – Expediente;

2 – Apreciação do documento do Conselho Editorial da Revista do IHGM;

3 – Informes.



São Luís, 25 de março de 2013.



Euges Silva de Lima
Presidente em Exercício

terça-feira, 19 de março de 2013

Aldy Melo faz palestra sobre o Conselho Editorial da Revista do IHGM



Professor Aldy Melo
Dia 13, às 17 horas, no auditório do IHGM, o sócio efetivo, Aldy Melo de Araújo, fez apresentação do documento elaborado pelo Conselho Editorial da Revista do IHGM (RIHGM), cuja relatoria ficou sob sua responsabilidade. Esse documento traz as contribuições do Conselho, no sentido de aprimoramento do periódico. O documento versa sobre as orientações e regras para publicações dos artigos,  natureza das publicações, entre outros aspectos. 
Melo falou sobre o trabalho que o Conselho Editorial da Revista vem desenvolvendo, de forma coletiva, que já se somaram três reuniões de trabalho, bem produtivas, desde que passou a funcionar a partir de janeiro. Destacou que não haverá mudanças radicais no perfil da Revista. Membro do Conselho,  destacou o que mudou e o que permaneceu na proposta atual de edição da Revista do IHGM. Disse que irá existir uma única revista, sendo que com uma versão eletrônica, nos moldes do que já se estava fazendo, e a versão impressa, com caráter um pouco mais acadêmico. Vários sócios estavam presentes nessa reunião e algumas contribuições foram feitas ao documento original que foram incorporadas ao corpo do texto.

Melo fala aos sócios sobre o Conselho Editorial 
 
Reunião do Conselho Editorial da Revista do IHGM



segunda-feira, 18 de março de 2013

Justo Jansen é nome de Rua na Ilha do Governador

Foi publicado dia 16, no site Toponímia Insulana, editado por J.C. Cardoso, uma breve biografia de Justo Jansen, fundador e primeiro presidente do IHGM (1925-1929). Revela-se com isso, uma curiosidade, o ilustre professor e geógrafo maranhense, foi homenageado com nome de Rua, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

por J.C.Cardoso

Rua Justo Jansen Ferreira (Jardim Guanabara) - CEP: 21931-280

Justo Jansen Ferreira nasceu em São Luís (no Maranhão) há exatos 149 anos, a 16 de março de 1864 e faleceu na mesma cidade no dia 18 de agosto de 1930. Formou-se em Medicina no Rio de Janeiro. Atuou como professor de Geografia do Brasil no Liceu Maranhense; e de Física, Química e Mineralogia na Escola Normal do Maranhão.

Foi sócio fundador efetivo da Academia Maranhense de Letras e correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do Instituto do Ceará, da Sociedade Astronômica de Paris, da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e da Sociedade de Medicina do Paraná.

Seus principais trabalhos publicados foram "Fragmento para Corographia do Maranhão", de 1904; "A propósito da Carta do Maranhão", do mesmo ano; "Breve notícia sobre o ensino de Física, Química e Mineralogia no Maranhão", de 1907; "A Barra da Tutoia", de 1908; "Geografia Médica e Climatologia do Estado do Maranhão", "A Mulher e o Ensino Primário", ambos de 1910; "Carta Geográfica do Maranhão", de 1912; "Carta Geográfica da Ilha de São Luís" e "Planta da cidade de São Luís", também do mesmo ano; "Contribuição para a História e Geografia do Estado do Maranhão. Ainda a Barra da Tutoia", de 1913; e "A divisória pelo Parnaíba", de 1921.

Boa parte de sua obra desenvolveu-se no âmbito geográfico, com uma vasta problematização sobre áreas limítrofes entre o Maranhão e o Piauí, na região do delta do Rio Parnaíba.

Agradecimentos a Euges Lima, vice-presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) pelo envio da foto.

Fonte: Revista do IHGM - Março 2012 (http://issuu.com/leovaz/docs/revista_ihgm_40_-_mar_o_2012) e Relatório de Estágio Supervisionado (Universidade Estadual Vale do Acaraú - Instituto de Desenvolvimento Educacional do Maranhão - Curso de Pedagogia - Ana Cláudia Santos de Castro), em
http://pt.scribd.com/doc/86501888/relatorio-estagio
Foto:
http://ihgm1.blogspot.com.br

sábado, 16 de março de 2013

HISTÓRIA E ANTROPOLOGIA: uma aproximação profícua


Euges Lima[1]

 

Nas últimas décadas do século passado, sobretudo nos anos de 1970 e 1980, a historiografia passou por um processo de renovação. Esse novo e fértil momento da produção historiográfica ficou conhecido como “virada antropológica”. É sobre essa relação entre história e antropologia, a aproximação entre essas duas áreas do conhecimento - que alguns já denominam de história antropológica -, que pretendemos discutir e analisar.

Dentre as ciências sociais, podemos afirmar que a história é uma das que mais se desenvolveram nas últimas décadas e essa evolução se deu, sem dúvida, por conta do caráter interdisciplinar imprimido pela produção historiográfica contemporânea. Os horizontes dos historiadores se expandiram, novas temáticas, novos objetos e novos métodos foram adotados. Tudo isso, graças à aproximação da história com a antropologia.

Mas essa perspectiva cultural é realmente tão nova assim? Será que essa abordagem nasce com a Escola dos Annales, ou melhor, com o Movimento dos Annales? Não, já nos séculos XVIII e XIX, historiadores como Legrand d’Aussy e Michelet se ocupam do campo desprezado pela história factual, dos acontecimentos, ou seja, se preocupam em estudar uma história social dos costumes dos franceses, das mentalidades; uma história com uma abordagem cultural, mais estrutural que factual. Em 1782, Legrand d’Aussy, por exemplo, já demonstra a sua insatisfação com o tipo de história que se vinha fazendo até então, uma história essencialmente política e voltada para os grandes acontecimentos, assim como, para os feitos dos reis, generais, etc.

Vejamos como Legrand d’Aussy, já nos séc. XVIII, em “História da Vida Privada dos Franceses”, faz severas críticas a esse tipo de história - factual - que era predominante na época:

“Obrigado, pelos grandes acontecimentos que deve contar, a estudar o que não se oferece a ele com certa importância, ele só admite na cena os reis, os ministros, os generais de exército e toda aquela classe de homens famosos cujos talentos ou erros, esforços ou intrigas produziram a infelicidade ou a prosperidade do Estado. No entanto, o burguês em sua cidade, o camponês em sua choupana, o gentil-homem em seu castelo, o francês, enfim, no meio de seus trabalhos, de seus prazeres, no seio de sua família e de seus filhos, eis o que não nos pode representar”.

Para o historiador cultural contemporâneo dos séculos XX e XXI, essa perspectiva histórica que insere os chamados grupos subalternos na história, que percebe na cultura de uma sociedade um objeto histórico, parece algo muito pertinente e até certo ponto natural. Como disse André Burguière (LE GOFF, 1993, p.125), poderíamos muito bem pensar que essa citação acima que expressa sobre as insuficiências do historiador, fosse de um Lucien Febvre ou até mesmo de um Jacques Le Goff ou ainda de um George Duby. No entanto, trata-se de um olhar etnológico no século XVIII, que torna Legrand um historiador além do seu tempo, em que para ele a história é “uma mistura constante de comportamentos herdados (portanto de permanências) e de fenômenos de adaptação ou de invenção”.

Um outro precursor do que hoje conhecemos como nova história cultural é Michelet. No século XIX, em meio a uma história positivista norteada por uma metodologia inspirada nos moldes das ciências experimentais, onde o elemento básico era o fato histórico, ou seja, o acontecimento; Michelet surge como um historiador que busca outros modelos de explicação da sociedade, uma história da moda alimentar, da sensibilidade, do comportamento das elites francesas no século XVIII, das mentalidades, enfim, uma história etnológica. Nesse sentido, assevera Jacques Le Goff (1993, p.22): "Lucien Febvre ontem, um Fernand Braudel hoje, que primeiro viram em Michelet o pai da história nova, da história total que quer abarcar o passado em toda a sua totalidade, desde a cultura material até às mentalidades".

Como vimos nesse breve histórico das origens da nova história cultural, Marc Bloch e Lucien Febvre tiveram em quem se inspirar e são eles que em fins dos anos 20, na França, vão fundar a revista dos Annales, como uma forma de demonstrar toda a sua insatisfação com relação à história política, permeada por análises pobres e concepções redutoras e centralizadoras, que reduziam o campo histórico ao domínio da vida pública. É a partir daí que esses historiadores vão resgatar, ou melhor, reaproximar a etnologia da história, contribuindo sobejamente para renovação do conhecimento histórico contemporâneo.

Comumente, a chamada Escola dos Annales, é dividida em três gerações, a primeira representada por Lucien Febvre e Marc Bloch - seus fundadores - a segunda notadamente representada pela liderança de Fernand Braudel e por fim, a terceira, integrada entre outros, por Georges Duby, Jacques Le Goff e Emmanuel Le Roy Ladurie.

É a partir dessa terceira geração, que a dimensão antropológica se fazer mais presente na historiografia contemporânea. Surgida em fins da década de 1970, como uma reação à história quantitativa, predominante na geração anterior, esse movimento, denominado “virada antropológica”, "pode ser descrito, com mais exatidão, como uma mudança em direção à antropologia cultural ou 'simbólica' " (BURKE, 1997, p.94). Os historiadores dos anos de 1970 e 1980 estabeleceram um diálogo mais intenso e profícuo com a antropologia, vários antropólogos como Pierre Bourdieu, Michel de Certeau, Erving Goffman e Victor Turner vão influenciar os trabalhos desses historiadores. As idéias que migraram da chamada "nova antropologia simbólica" para história, foram adotadas, adaptadas e utilizadas para construir uma história mais antropológica.
A inserção de novas temáticas, assim como, uma apreensão do simbólico por parte do historiador, tem sido pontos fundamentais nesse novo saber e fazer histórico. Temas como o medo, o corpo, a morte, a loucura, o clima, a feminilidade, entre outros, tem sido objetos de estudo desse novo historiador, o que na perspectiva da história tradicional era algo praticamente impensável. Todos estes aspectos da vida humana passam a ter uma nova dimensão, ou seja, a perspectiva cultural. Nesse sentido assinala Burke (1996, p.11):

“O que era previamente considerado imutável é agora encarado como uma 'construção cultural', sujeita a variações, tanto no tempo como no espaço [...]. A base filosófica da nova história é a idéia de que a realidade é social ou culturalmente constituída. O compartilhar dessa idéia, ou sua suposição, por muitos historiadores sociais e antropólogos sociais ajuda a explicar a recente convergência entre essas duas disciplinas”.

Um  outro ponto que os novos historiadores e antropólogos culturais parecem convergir é com relação à questão do simbólico. O diálogo da história com a antropologia se dá muito em torno da apreensão do simbólico. Como no dizer de Geovanni Levi: "O historiador não está simplesmente preocupado com a interpretação dos significados, mas antes em definir as ambiguidades do mundo simbólico" (ARANHA, 1997, p.49).

Historiadores como Carlo Ginzburg e Robert Darnton, em seus trabalhos, buscam uma aproximação vantajosa com a antropologia, principalmente com uma “antropologia estrutural simbólica”. Só para citar alguns: “História Noturna: decifrando o sabá”, de Ginzburg. “O grande massacre dos gatos e Outros Episódios da História Cultural Francesa”, de Darnton.

É importante ressaltar que esse diálogo com a antropologia não quer dizer que o historiador perca sua identidade, mas tão-somente utilize a disciplina vizinha para resolver questões que os métodos da história não possuem, como, por exemplo, valorizar o que os antropólogos chamam de “a visão do nativo”, para a partir daí entender os significados implícitos na sua visão de mundo, assim como, a busca por formas simbólicas análogas em sociedades diferente no tempo e no espaço, etc. Portanto, ao historiador cabe agir de forma interdisciplinar, sem, contudo, perder de vista sua perspectiva histórica e resolver historicamente aquilo em que a antropologia não pode avançar, ou seja, analisar a história a partir de uma visão antropológica sim, porém, a partir de uma adesão crítica.





Referências




ARANHA, Gervácio Batista. A nova história, seus temas e métodos: um diálogo com a Antropologia. Revista Raízes. Nº 14, 1997, p. 45-81.

________. A história renovada: a emergência de novos paradigmas. Revista Saeculum. Nº 4/5, 1998/1999, p. 41-72.

BURKE, Peter. A escrita da história. São Paulo: UNESP, 1996.

________. A Escola dos Annales (1929-1989): a Revolução Francesa da historiografia. São Paulo: UNESP, 1997.

________. Variedade de história cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

DARNTON, Robert. O Beijo de Lamourett: mídia, cultura e debates. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

LE GOFF, Jacques. Para um novo conceito de Idade Média: tempo, trabalho e cultura no Ocidente. Lisboa: Estampa, 1979.

________. et al. A nova história. São Paulo: Martins Fontes, 1993.




[1] Professor de história do Ensino Médio da Rede Pública Estadual do Maranhão e vice-presidente do IHGM.


quinta-feira, 14 de março de 2013

Conselho Editorial se reune e estabelece prazos


Conselho Editorial da Revista do IHGM

Ontem, às 15 horas e trinta minutos, os membros do Conselho Editorial da Revista do IHGM (RIHGM), professora Telma Bonifácio, professor Aldy Melo, professora Assir Silva e professor Euges Lima se reunirão para revisar o documento que trata das diretrizes e regras de publicações para Revista, além de definirem prazos para o encaminhamento dos artigos a serem publicados.
Ficou acertado que após a Assembléia Geral deste mês, dia 27, será publicado edital com abertura de prazos para o envio dos artigos da Revista impressa. Os interessados terão os meses de abril e maio para encaminhar.