domingo, 25 de março de 2018

Presidente do IHGM é admitido como membro de Centro de pesquisa português





Prof. Euges Lima
São Luís – No dia 27 de dezembro de 2017, o professor Euges Lima, historiador e presidente do IHGM, foi admitido como membro do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão, instituição portuguesa, voltada para pesquisa científica nas áreas humanas e sociais, sediada na cidade de Santarém.

A comunicação foi feita em correspondência oficial destina ao professor Euges Lima, assinada pelo diretor do CIJVS, Doutor Martins Vicente Rodrigues: “Tenho a honra de comunicar a Vossa Excelência que no dia 27 de Dezembro de 2017 ficou inscrito como membro do Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão. Mais quero manifestar a Vossa Excelência a riqueza adquirida por este Centro com tão nobre presença que vem reafirmar a convicção na função imprescindível do trabalho científico e do potencial do conhecimento para promover, a solidariedade intelectual e moral da Humanidade.”  

Prof. Pós-Doutor português Eurico Dias
No dia 19 de março, o professor Euges Lima, voltou a receber correspondência oficial do CIJVS, datada de 8 de janeiro de 2018 com os cumprimentos do Diretor, Doutor Martinho Vicente Rodrigues, ao mesmo tempo que foi encaminhado a carteira da instituição, consolidando assim, o processo de admissão.

“Recebemos agora pela manhã, a correspondência com carta e carteira de membro do prestigioso Centro de Investigação (pesquisa), Joaquim Verissimo Serrao (CIJVS) de Santarém, Portugal. Grato pela acolhida; agradecimentos ao seu presidente, Professor Doutor Martinho Vicente Rodrigues e ao nosso amigo, professor Doutor Eurico Dias, pela indicação”, destacou Lima.

Histórico e perfil do CIJVS

O Centro de Investigação Joaquim Veríssimo Serrão (CIJVS), tendo como base e ativo, a doação feita pelo Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão à Câmara Municipal de Santarém, da sua Biblioteca, documentação manuscrita, ficheiros, diplomas e condecorações, em 9 de Novembro de 2009. O Centro de Investigação foi criado no dia 1 de Março de 2011, com assinatura de um protocolo com a Câmara Municipal de Santarém. Está aberto desde o dia 26 de Maio de 2012.

Para cumprimento dos seus fins, o CIJVS tem como objetivo a promoção da Investigação nas áreas das Ciências Sociais e Humanas/Ciências e Tecnologia, contribuir para difundir o conhecimento através de uma política editorial que privilegia a publicação de monografias, de revistas cientificas e de projetos e relatórios de investigação, bem como a publicação de interesse técnico-científico. A missão do CIJVS, num sentido amplo, será acompanhar o conhecimento científico e tecnológico em Portugal e no estrangeiro. Dentro dos seus objetivos a concretizar é estabelecer protocolos, criar permutas com sociedades científicas, instituições portuguesas e estrangeiras.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Padre João Rezende Filho toma posse no IHGM



São Luís – Tomou posse ontem (22), quinta, às 19:30, no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), na Cadeira de n.º 35, patrocinada por Domingos de Castro Perdigão, o padre, pesquisador e genealogista, João Dias Resende Filho.

Compuseram a mesa dos trabalhos, o presidente do IHGM, professor Euges Lima; Natalino Salgado Filho; Desembargador e Sócio do IHGM, Cleones Cunha; padre Meireles, sócio do Instituto e Chanceler da Cúria da Igreja, além do presidente da AML, Benedito Buzar.  

A solenidade de posse ocorreu no auditório da Academia Maranhense de Letras e começou com a declaração de abertura da Assembleia pelo presidente da entidade, o professor Euges Lima. A apresentação e recepção do empossando foi feita pelo sócio, professor e médico, Natalino Salgado Filho, padrinho do empossando.

O novo sócio, depois de ter cumprido todos os ritos de posse, como leitura do compromisso da instituição, recebimento do Diploma e do colar com as insígnias da sociedade, quando já na condição de sócio efetivo e mais novo membro do IHGM, proferiu o seu discurso de posse sobre a biografia e importância da obra e trajetória do seu patrono para história do Maranhão, assim como destacou os seus antecessores na cadeira, com ênfase a Tucídydes Barbosa.

Ressaltou ainda, a honra e a felicidade em estar ocupando uma cadeira em tão tradicional e prestigiosa instituição, tão cara para história e cultura maranhense. A solenidade contou com muitos convidados, sócios, membros do clero, acadêmicos, familiares e amigos que foram prestigiar o evento.

Perfil do novo sócio

Possui graduação em Direito pela Universidade Uniceuma (2003) e em Teologia (2012) no Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESMA). Genealogista e pesquisador na área de História do Comércio no Maranhão, História da Família e Genealogia de famílias maranhenses e nordestinas. Tesoureiro da Associação de Amigos do Arquivo Público do Estado do Maranhão (AAMAPEM).

Sócio Colaborador do Colégio Brasileiro de Genealogia(CBG), Bacharel em Direito e em Teologia e sacerdote católico romano. Membro efetivo da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia (ASBRAP), com sede em São Paulo, sócio colaborador do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG), com sede no Rio de Janeiro, Conselheiro e vice representante do Instituto Cultural Dona Isabel I, a Redentora (IDII), com sede no Rio de Janeiro. Sócio da Confraria dos Bibliófilos do Brasil (CBB), com sede em Brasília, DF. e da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia. Autor do livro “São Luís, Rei de França”, 2012.



quinta-feira, 22 de março de 2018

A real idade de Tutóia




Por Euges Lima*


No dia 29 de março, o município de Tutóia estará completando 80 anos de emancipação, isso se deu em 1938, percebe-se que outros municípios do Maranhão também foram emancipados nessa mesma data, a exemplo de Barreirinhas, seria uma emancipação coletiva?

Os tutoienses nos últimos tempos têm usado essa data como referência para comemorar o aniversário da cidade ou do munícipio, mas sabendo da antiguidade histórica de Tutóia - sempre citada nas mais antigas crônicas e livros relativos à história do Maranhão, desde o século XVII até o século XX -  Seja a chamada Tutóia Velha ou até mesmo a “Nova Tutóia”, algumas indagações se impõem acerca da real idade de Tutóia.

Seria a data dessa emancipação a mais indicada para se comemorar o aniversário da cidade? Algo muito usado em vários municípios do Maranhão, talvez, por falta de conhecimento e referências históricas dos próprios municípios em relação as suas origens remotas e fundantes.

 No caso de Tutóia, acreditamos que essa emancipação em 1938 (Era Vargas), não é a primeira, pois há registros de municipalidade anterior a esse período, com vereadores, prefeitos/intendentes e juízes.

Então, qual seria a data mais adequada para se comemorar o aniversário de Tutóia? O da emancipação política mais recente ou o da fundação do município? Diria que o mais correto seria o da fundação, mas ainda assim, há mais uma questão para ser resolvida. Seria a data da fundação de Tutóia (velha), enquanto município ou a da fundação da Tutóia (nova), enquanto sede?

Se a intenção é comemorar o aniversário da nova sede, ou seja, da “Tutóia Nova”, então a referência deveria ser a data da formalização da Lei de n.º 297 de 16 de abril de 1901, sancionada pelo então governador do Maranhão, João Gualberto Torreão da Costa que elevou a povoação de Porto de Salinas para a categoria de vila com a denominação de “Tutóia”, ao mesmo tempo em que transferiu a sede do município para a nova vila. Nesse caso, Tutóia (nova), enquanto sede, irá completar este ano, 117 anos.

Veja que em 1901, Tutóia já era considerada município, portanto, emancipada, o que ocorreu foi somente a transferência de sede, sendo, portanto, a municipalidade algo já existente anteriormente, nesse sentido, transferência de sede não significou necessariamente, fundação de novo município.

No caso de as comemorações terem como objetivo, celebrar o aniversário do município, então Tutóia é bem mais antiga. Tomando como referência a fundação da antiga vila Viçosa de Tutóia no ano de 1758, neste caso, Tutóia completou ou completará este ano, portanto, 260 anos de fundação o que seria do ponto de vista histórico, mais plausível, levando em consideração todo o acúmulo histórico dos seus antepassados, seus fundadores, seu povo, sua cultura e suas tradições.

Achar que Tutóia com toda a sua riqueza histórica, inclusive, no contexto da história do Maranhão, tenha apenas 80 anos, me parece sem sentido, talvez fosse o caso de rever a quantidade de velinhas desse bolo, adotando referências com mais respaldos históricos e fidedignos.






* Professor de história e historiador.

domingo, 18 de março de 2018

Professores da Uema tomam posse no IHGM




São Luís – No último dia 16 (sexta), às 19h, no auditório da Livraria Amei, no São Luís Shopping, dois novos membros, professor Dr. José Bello Salgado Neto e professor Dr. Iran de Jesus Rodrigues dos Passos, ambos da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), tomaram posse no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) nas respectivas cadeiras N.º 44 e N.º 50, patrocinadas por Temístocles Aranha e Padre Antônio Pereira.

Compuseram a mesa dos trabalhos, o presidente do IHGM, professor Euges Lima, o Vice-presidente, professor José Augusto Oliveira, padrinho dos empossados, o Vice-reitor da Uema, professor Walter Canales e o presidente da Apruema, professor Mivaldo Oliveira. A recepção dos novos sócios foi feita pelo professor da Uema e Vice-presidente do IHGM, José Augusto Oliveira, que ressaltou a trajetória de vida dos empossandos e suas carreiras profissionais de sucesso.


Os novos sócios, depois de cumprirem os ritos de posse, como leitura do compromisso da instituição, recebimento do Diploma e do colar com as insígnias da sociedade, quando finalmente, já na condição de sócios efetivos, proferiram os seus discursos de posse sobre a biografia e importância da obra e trajetória do seu patrono para história do Maranhão, assim como destacaram os antecessores na cadeira. 

Ressaltaram ainda, a honra e a felicidade em estar ocupando naquela noite uma cadeira em tão tradicional e prestigiosa instituição, tão cara para história e cultura maranhense. A solenidade contou uma grande presença de professores da Uema, amigos, familiares, sócios e admiradores dos empossados que foram prestigiá-los.





quinta-feira, 15 de março de 2018

IHGM participa do VI Congresso dos Institutos Históricos do Nordeste




São Luís – Entre os dias 5 e 7, o Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco (IAHGP), o segundo mais antigo do Brasil, fundado em 1862, realizou na Cidade do Recife, o VI Congresso Nordestino dos Institutos Históricos e o I Congresso dos Institutos Históricos Municipais de Pernambuco, que teve como tema: “A Revolução Pernambucana de 1817: na construção do Brasil”. O evento contou com o apoio do governo do estado de Pernambuco, além de várias instituições públicas e privadas.

O Encontro fez parte da programação do encerramento das comemorações do Bicentenário da Revolução Pernambucana, que teve início em 2017, ano do bicentenário.

A programação teve início dia 5, às 19h, na sede do IAHGP com a Solenidade de abertura, presidida pelo professor, historiador, Dr. George Cabral, presidente do Instituto de Pernambuco e professor da UFPE. Compuseram a mesa, além de outras autoridades, o prefeito do Recife, o senhor Geraldo Júlio, que na ocasião, sancionou a lei que tornou o IAHGP de utilidade pública municipal.


O presidente do IHGB, o professor Dr. Arno Wehling e o professor e historiador Vamireh Chacon(UNB/IHGB)), foram os palestrantes da noite, que discorreram sobre temas voltados para a reflexão do processo de construção da Revolução pernambucana de 1817 e suas influências, francesas, americanas, mas também ibéricas, segundo o professor Wehlling que proferiu a palestra: “Tradição e inovação no discurso político da Revolução de 1817”.

No segundo dia, terça-feira (6), Data Magna de Pernambuco, às 8h, os congressistas participaram de uma Solenidade em homenagem à Revolução Pernambucana no Palácio do Campos das Princesas com a presença do governador do estado, Paulo Câmara e demais autoridades, onde houve parada militar, discursos e colocação de flores no monumento dos Mártires da Revolução Pernambucana de 1817.

Dr. Eduardo Castro (IGHB) e Euges Lima (IHGM)
Durante três dias, congressistas, representantes dos Institutos Históricos do Nordeste e dos Institutos Históricos Municipais, reuniram-se na Cidade do Recife e assistiram às palestras sobre “A Revolução Pernambucana de 1817”, participaram de mesas-redondas, painéis dos IHGs estaduais e municipais e Rodas de Diálogos; visitaram os museus e a exposição “Revolução Republicana de 1817”, no Museu da Cidade do Recife, localizado no Forte das Cinco Pontas, local que sediou o evento.  

Num clima de congraçamento, pode-se dizer que além do conhecimento adquirido sobre a história da Revolução Pernambucana, o ponto alto, foram as trocas de experiências, intercâmbios, aspirações e metas comuns para o melhor desempenho dos Institutos Históricos do Nordeste e de Pernambuco. Eventos como esses, demonstram como os movimentos dos Institutos históricos estão vivos e vigorosos e se multiplicando, principalmente nos milhares de municípios do Nordeste e do Brasil. Pernambuco já conta com quinze Institutos Históricos municipais.

Participação do Maranhão

No segundo dia, 6, o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), participou por meio do seu representante, o professor Euges Lima do segundo painel dos Institutos Históricos Estaduais, compartilhando a mesa com os presidentes do Instituto do Ceará, Dr. Lúcio Gonçalo de Alcântara; o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, Dr. Guilherme Gomes da Silveira d'Avila Lins e com o coordenador da Mesa, professor Marcelo Casseb (IAHGP).

O professor Euges Lima, discorreu sobre “O Sentido Nacional da Revolução Pernambucana”, destacando o impulso nacional da Revolução em sua preparação, a ligação entre as províncias, o antagonismo entre brasileiros e portugueses em geral, a dicotomia Metrópole e colônia, assim como as necessidades diferentes, além do espírito separatista geral, porém mais acentuado em Pernambuco. Segundo Lima, a Revolução tinha contatos e pretensões regionais e nacionais.
“Embora sua preparação tivesse esse sentido nacional, as adesões não foram concretizadas, ainda assim, levantaram-se, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas”, o Maranhão não aderiu, mas há indícios de contatos pré-revolucionários que precisam ser mais bem investigados.” destacou Lima.